Sandra

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Fornecimento de gás ainda é irregular após greve de caminhoneiros

Fonte: Jornal Nacional

 

Abastecimento foi afetado durante paralisação e, duas semanas depois, não voltou ao normal. Deixaram de ser produzidos 11 milhões de botijões.

 

Quando o caminhão carregado com gás chega no Recife é aquela euforia. Moradores fazem fila para trocar os botijões. E sem gás para cozinhar, outro produto ganhou espaço nas revendas: o carvão

“A gente está vendendo é carvão, carvão sai muito”, conta o vendedor de gás Cleber Luiz”

Na Paraíba, as distribuidoras estão entregando só 40% do gás necessário para abastecer o estado. “Eu estou cozinhando feijão, bastante feijão, colocando no congelador, nas travessas, para três, quatro dias, galinha para dois dias”, diz Maria José da Silva.

O fornecimento está irregular nos 167 municípios do Rio Grande do Norte. O gás que abastece os três estados vai de navio.

Nos três estados, o gás chega de navio, e ainda há fila para desembarcar e encher os botijões, um processo que acontece dentro do porto.

Na Bahia, o sindicato dos revendedores declarou que o bombeamento de gás foi reduzido em Salvador e as filas para carregar continuam.

No Triângulo Mineiro, o atraso na entrega de gás chega a quatro dias. Tem revendedora com 200 pessoas na fila de espera.

Em Goiás, das 3.500 revendas de gás, metade não tem o produto. O fogão ficou encostado e a panela elétrica e o micro-ondas ganharam vez na cozinha.

“Foi a opção que eu encontrei para poder fazer o meu almoço”, disse a confeiteira Renata Nolasco.

Os brasileiros usam por mês 33 milhões de botijões de gás de cozinha. Durante a paralisação dos caminhoneiros, 11 milhões deixaram de ser produzidos. Agora, além de repor os estoques, as distribuidoras enfrentam uma nova situação: quem encontra quer comprar mais de um botijão para estocar em casa, o que é perigoso.

Em nota, a Petrobras declarou que tem estoque suficiente para atender toda a demanda, mesmo nesta situação atípica, e que está entregando mais gás do que tinha sido acertado com as distribuidoras.

No caso de Pernambuco, a Petrobras disse que tem condições de aumentar as vendas de gás, desde que as distribuidoras consigam receber mais volume do produto.

 

Link: http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2018/06/fornecimento-de-gas-ainda-e-irregular-apos-greve-de-caminhoneiros.html

Gás de cozinha ‘some’ das revendas em Apucarana e Arapongas

Fonte: Tnonline

 

Os reflexos dos 10 dias de greve dos caminhoneiros ainda atingem o abastecimento de gás de cozinha em todo o Estado. Na região, ainda são poucos os estabelecimentos com o produto em estoque. Com produto em falta, tem revenda adotando sistema de senhas para atender os consumidores. Apucarana e Arapongas estão entre as cidades com maiores dificuldades em termos de oferta de botijões, de acordo com sindicato da categoria. 

A presidente do Sindicato das Empresas de Atacado e Varejo de Gás Liquefeito de Petróleo (Sinegás), Sandra Ruiz, explica que a logística do setor é mais  complexa que a dos combustíveis e, a grande demanda, dificulta o reabastecimento. 

“A maioria das distribuidoras faz o envase dos botijões em Araucária, região metropolitana de Curitiba. Esses veículos saem do interior carregados de cascos vazios e retornam com os botijões cheios. O que vem ocorrendo é que que chega às distribuidoras já sai imediatamente e nem chega as revendas”, afirma. 

Segundo dados do sindicato, que representa os revendedores de 229 municípios paranaenses, durante os 10 dias de bloqueios nas rodovias, deixou-se de vender quase 306 mil botijões de 13 quilos. “O prejuízo estimado que tivemos ultrapassa os R$ 21 milhões. Os empresários tiveram que baixar as portas por pelo menos uma semana porque os estoques estavam zerados. Agora as cargas que chegam não são suficientes para atender aos consumidores. O nosso pedido é que as pessoas comprem apenas o necessário e não estoquem botijões reserva em casa, para que possamos atender realmente os que precisam do produto”, orientou Sandra Ruiz.

 

Ivo Guerra, proprietário de uma revenda de gás de cozinha em Apucarana, reclama da situação. “Estou há 15 dias sem trabalhar. Não sei como vou conseguir pagar minhas contas deste jeito. A última vez que recebi um carregamento de gás foi na última sexta-feira: só oito botijões. Como posso trabalhar assim?”, afirma.Segundo ele, muitos depósitos de gás não estão repassando o produto às revendas menores. “Eles recebem os botijões e vendem lá mesmo, direto ao consumidor final, sem repassar para os revendedores. Inclusive alguns estão comercializando o produto a um valor acima de R$ 80, se aproveitando da situação”, destaca.O proprietário da revendedora diz ainda que o déficit de botijões de gás em Apucarana passa dos 20 mil. 

Sem previsão
“Não sei quando vou receber um novo carregamento. O pior de tudo é escutar acusações absurdas de que estaríamos escondendo gás para poder cobrar mais caro. Tem sido difícil”, diz. Em Arapongas, a escassez também é grande. A maioria das revendas continua sem o produto. Alguns estabelecimentos estão distribuindo senhas para quando o produto chegar. “Assim como a maioria das revendas, estamos sem o produto. Não estamos distribuindo senhas, mas sei que algumas revendas estão. Não sabemos quando receberemos mais botijões, mas acreditamos que amanhã [hoje] deva chegar um novo carregamento”, diza atendente de uma revendedora de Arapongas que não quis se identificar.

 

Link: https://tnonline.uol.com.br/noticias/apucarana/45,466966,05,06,gas-de-cozinha-some-das-revendas-em-apucarana-e-arapongas

Sem gás de cozinha, escolas e CMEIs seguem fechados em Apucarana

Fonte:TnOnline

 

Enquanto o comércio de combustíveis dá sinais de estar voltando à normalidade, o setor de gás de cozinha ainda avança de forma lenta, com muitas revendas de Apucarana ainda sem o produto. Um dos impactos é a falta do item nas escolas de Apucarana.

Até o início da tarde de sábado (2) a rede municipal de educação de Apucarana aguardava o reabastecimento de gás, para retomar suas atividades. O prefeito Beto Preto e a secretária de educação, Marli Fernandes, confirmaram que as aulas continuam suspensas, considerando que a falta de gás não permite que seja preparada a alimentação das crianças, que são atendidas em período integral.

“Nós mobilizamos diretoras, professores e nutricionistas e conseguimos reabastecer as escolas com alimentos frescos, como carne, legumes, verduras e frutas, mas ainda faltam os cilindros de gás P-45 e sem isso não é possível preparar as refeições”, explicou Marli Fernandes.

A secretária informa que os fornecedores assumiram compromisso de reabastecer as escolas e creches até o período da manhã de segunda-feira (4). “Estamos de prontidão e iremos comunicar os pais sobre a retomada das atividades, assim que nossa rede estiver reabastecida de gás”, anunciou.

 

O prefeito Beto Preto pediu a compreensão dos pais, levando em conta que existe um cardápio previamente definido pela equipe de nutricionistas e que se trata de alimentos frescos. “Não podemos manter as crianças nas escolas e CMEIs sem o fornecimento das refeições”, lembrou.

Beto Preto aproveitou para informar aos pais, que todas as unidades escolares e centros de educação infantis dispõem de centrais de gás externas, com instalações vistoriadas e liberadas pelo Corpo de Bombeiros.

 

Link:https://tnonline.uol.com.br/noticias/apucarana/45,466912,03,06,sem-gas-de-cozinha-escolas-e-cmeis-seguem-fechados-em-apucarana

Medo de consumidores deve atrasar normalização de gás em Londrina

Fonte: Bonde

 

O medo de uma nova paralisação dos caminhoneiros deverá atrasar a normalização da entrega de gás de cozinha em Londrina. De acordo com Sandra Ruiz, presidente do Sinegas (Sindicato das Empresas de Atacado e Varejo de Gás Liquefeito de Petróleo), 50% das entregas nas revendas estão normalizadas e somente em uma ou duas semanas todos os locais estarão com 100%. 

"O problema é que os caminhões chegam nas revendas e, logo na sequência, os botijões são vendidos rapidamente pois a população está comprando em grandes quantidades com medo de uma nova greve. Há locais que houve limitação de venda de gás de cozinha, entretanto, não há um uma restrição ou lei que proíba o consumidor de comprar vários botijões", afirmou.

 
 



Boatos de uma nova paralisação circularam pelas redes sociais e WhatsApp no final de semana, o que desmentido pelas polícias rodoviárias e até pela liderança da categoria dos caminhoneiros na região de Londrina. 

Conforme Sandra Ruiz, a logística do setor é complexa e por causa da grande demanda está difícil fazer o reabastecimento. "A maioria das distribuidoras faz o envase dos botijões em Araucária, região metropolitana de Curitiba. O produto precisa ser transportado por caminhões autorizados, que cumprem as normas de segurança exigidas pela Agência Nacional do Petróleo. Esses veículos saem carregados de cascos vazios das bases e retornam com os botijões cheios. Mas o que chega aos pontos comerciais já sai imediatamente", comentou a representante do setor. 

Segundo dados do sindicato que representa os revendedores de 229 municípios paranaenses, em 10 dias de bloqueios nas rodovias, os comerciantes deixaram de vender quase 306 mil botijões de 13 quilos. "O prejuízo que tivemos passa de R$ 21 milhões de reais. Os empresários tiveram que baixar as portas por pelo menos uma semana porque os estoques estavam zerados", finalizou.

Redação Bonde
 
Link: https://www.bonde.com.br/bondenews/londrina/medo-de-consumidores-deve-atrasar-normalizacao-de-gas-em-londrina-463021.html

Prejuízos ferem vários setores da economia

Fonte: O Diario Maringá

 

Paulo Vital, proprietário de três postos de combustíveis de Maringá, calcula perda de aproximadamente R$ 60 mil, no total, durante a greve dos caminhoneiros. A paralisação chegou ao 10º dia ontem. Vital deixou de vender 90 mil litros de combustível em cada um dos postos, mas as despesas foram as mesmas.

"Eu não pude dispensar os funcionários porque não tínhamos certeza se viria combustível ou não. Então, toda a estrutura que temos montada para trabalhar em dias normais, tivemos que manter", explica o empresário.

Ontem (30), os três postos de combustíveis de Vital receberam gasolina e diesel - o etanol ainda está em falta. Os caminhões com cargas saíram com escolta policial. As filas eram grandes no começo do dia, mas no meio da tarde o movimento já estava mais tranquilo.

De acordo com informações do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis, Derivados do Petróleo, Gás Natural, Biocombustíveis e Lojas de Conveniência do Estado do Paraná (Sindicombustíveis/PR), 70% dos 76 postos de Maringá já possuíam combustíveis no final da tarde de ontem.

Gás

Outro segmento que teve grandes prejuízos foi o de gás de cozinha. Segundo o Sinegás - sindicato que representa os revendedores do produto em 229 municípios do interior do Paraná -, os prejuízos somam cerca de R$ 21 milhões no Estado.

Com as manifestações dos transportadores de cargas os caminhões-tanque não conseguiam chegar às companhias que envasam gás. Além disso, os veículos carregados com os botijões também não puderam seguir viagem para fazer as entregas às revendas.

Levantamento do Sinegás apontou que muitos empresários do setor já enfrentam dificuldades em cumprir os compromissos financeiros devido a paralisação.

"Três dias depois do começo das manifestações já ficamos sem botijões nas revendas, que tiveram que fechar as portas e dispensar os funcionários", conta a presidente do Sinegás, Sandra Ruiz.

Com a desmobilização e o bloqueio nas estradas, os caminhões com os botijões começam a chegar nas principais cidades do estado, e a previsão da entidade é de "sensação de normalidade" nos serviços a partir de segunda-feira (4). Contudo, o setor só deve operar como antes em 30 dias.

Laura Cortez Francisco, 59, está sem gás de cozinha desde o último domingo (27). E o jeito foi improvisar. "Temos uma churrasqueira improvisada. Peguei lenha e todas as madeiras que eu tinha no meu quintal e meu marido acendeu a churrasqueira, como minha mãe fazia antigamente. Fiz arroz, feijão, ovos e carne desse jeito. Depois, só usei o micro-ondas para esquentar a comida que foi feita na churrasqueira. Foi bem difícil, porque não estamos acostumados mais a essas coisas, né?", conta.PERDAS. Mercado calcula prejuízos durante os dez dias de greve dos caminhoneiros. — JOÃO PAULO SANTOS

INDÚSTRIA TEM PREJUÍZO DE R$ 3 BILHÕES, DIZ FIEP
A Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) afirma que até agora, a greve dos caminhoneiros já causou um prejuízo de cerca de R$ 3 bilhões para o setor de indústrias do Paraná. A informação foi dada na quarta-feira (30) pelo presidente da entidade, Edson Campagnolo.

De acordo com Campagnolo, as medidas tomadas pelo governo do Estado - que fez uso das forças policiais para garantir o abastecimento - amenizam a situação mas não solucionam o problema imediatamente. Ele acredita que o abastecimento só voltará ao normal em aproximadamente 15 dias.

Preocupado com a situação geral das indústrias, ele afirma que cerca de 90% das paranaenses - micros, pequenas e médias - terão dificuldades para realizar o pagamento dos honorários deste mês, e também para arcar com o pagamento de impostos, duplicatas e demais compromisso financeiros.

Campagnolo destacou a integração do setor produtivo com o Governo do Paraná, a Polícia Militar, a Polícia Rodoviária e o Exército Brasileiro, na busca pela solução dos problemas e, ressaltou ainda, o importante papel da imprensa no que tange a cobertura e reportagem da realidade do povo, bem como os impactos causados pelas manifestações dos cidadãos.

"Todas essas forças cooperadas estão sendo fundamentais para garantir o sucesso da operação e a segurança naqueles locais onde havia manifestações que não estavam ligadas às reivindicações trazidas", disse. /// Lethícia Conegero

 

Link http://maringa.odiario.com/maringa/2018/05/prejuizos-ferem-varios-setores-da-economia/2496143/?amp=true

Revendas de gás trabalham 'a conta-gotas'

Fonte: Folha de Londrina

 

Como acontece nos postos de combustíveis de Londrina, com filas enormes para abastecer os veículos, os consumidores estão com extrema dificuldade para adquirir gás liquefeito de petróleo (GLP) – ou gás de cozinha – nas 130 revendas da cidade. Apesar de comboio de caminhões enviados na terça-feira (29) para Araucária com o intuito de trazer a matéria-prima para a envase nas três empresas alocadas no pool de combustíveis, donos de revendas confirmaram à reportagem da FOLHA que o recebimento do produto acontece a conta-gotas e os clientes têm ficado na mão. Vale dizer que a venda é limitada a um botijão por consumidor. 
 
 

Sandra Ruiz é presidente do Sinegás (Sindicato das Empresas de Atacado e Varejo de Gás Liquefeito de Petróleo), que representa revendedores e distribuidores de GLP no Paraná. Ela disse que o bloqueio mais crítico na região de Arapongas foi dissipado, mas que as três distribuidoras alocadas no pool (Supergasbras, Liquigás e Ultragaz) ainda recebem o produto de forma bem limitada. O gás em Londrina zerou na quinta-feira (24) pela manhã e só deve voltar a uma sensação de normalidade na próxima segunda-feira (4). "Hoje muitas revendas ainda não estarão abastecidas. Situação completamente reestabelecida, acredito que apenas em um mês. Pedimos cautela para a população, porque o produto é pouco. Os revendedores ficam até com receio de falar que têm botijão. Estamos atendendo prioridades, como asilos, creches, hospitais, porque há pouco gás em Londrina." 

A representante da categoria relatou ainda que existiam por volta de 50 caminhões carregados de empresas filiadas ao Sinegás que estavam parados em bloqueios e outros incontáveis veículos com botijões vazios. "Muitos caminhões já chegaram nas três distribuidoras que temos em Londrina. Até ontem [terça], as revendas estavam completamente zeradas." 

PREJUÍZO 
Telefone sem parar um minuto e produto ainda praticamente zerado para atender o consumidor do outro lado da linha. Esse é o cenário das revendas de GLP em Londrina, que começam a receber o produto aos poucos. Os proprietários contabilizam os prejuízos. 

Flávio Jaqueta, proprietário da revenda Jaqueta Gás, da Supergasbras, tinha a informação da distribuidora que os caminhões seriam abastecidos na manhã desta quarta (30) em Araucária, retornando para Londrina com escolta policial. "Recebi ontem 240 botijões que só vendi no local e durou em torno de quatro horas. Já amanhã [hoje] minha expectativa é receber entre 460 e 500 botijões". A revenda, que é aberta de domingo a domingo, ficou completamente desabastecida na terça-feira (22) às 18 horas e assim permaneceu até na segunda (28). 

Jaqueta relatou que comercializa em torno de 250 a 300 botijões por dia e seu prejuízo durante a greve dos caminhoneiros gira em torno de R$ 100 mil. "O mercado vai se recuperar bem nos próximos dois dias e depois vai se normalizando. Como atualmente lutamos muito contra os vendedores clandestinos, vou demorar em torno mais de um ano para recuperar esse prejuízo." 

Cleide Mendes Zanatta, proprietária da Catuaí Comércio de Gás, também da Supergasbras, ficou de quarta passada até terça (29) sem nenhum produto. Na manhã desta quarta (30), recebeu 56 botijões de gás de cozinha, dez para empilhadeiras (P20) e 15 para condomínios (P45). "O número é bem pequeno e o recebimento é uma caixa de surpresas. Ainda não contabilizei os prejuízos, porque estou com a cabeça bem quente". 

Zanatta relata que comercializa em torno de 340 unidades dos diferentes produtos diariamente. "É um momento que tudo fica muito nebuloso e nem com a distribuidora conseguimos saber ao certo se o produto irá chegar. "
 
Victor Lopes
Reportagem Local
 
Link: https://www.folhadelondrina.com.br/economia/revendas-de-gas-trabalham-a-conta-gotas-1007811.html

Sinegás aponta que prejuízo nas revendedoras passa de R$ 21 milhões

Fonte: Massa News

 

Dados divulgados pelo Sindicato das Empresas de Atacado e Varejo de Gás Liquefeito de Petróleo (Sinegás), nesta quarta-feira (30), apontam que o prejuízo, durante os 10 dias de paralisação dos caminhoneiros, passou de R$ 21 milhões. O Sinegás representa os revendedores do produto em 229 municípios no interior do Estado.

Os bloqueios nas rodovias estaduais e federais impediram o tráfego de cargas e causaram um grande prejuízo à comercialização de gás de cozinha.

Com a desmobilização de vários pontos de bloqueio nas estradas, os caminhões com os botijões começam a chegar nas principais cidades do Paraná. “A nossa previsão é que a partir de segunda-feira (4) já teremos uma sensação de normalidade. Mas o setor só volta a operar como antes em 30 dias”, disse a presidente do sindicato, Sandra Ruiz.

Quanto ao valor do produto, o sindicato afirmou que ainda é muito cedo para falar em alta. “Na semana que vem teremos mais informações quanto aos preços no custo do produto. Nossa orientação é para que as revendas mantenham os preços que vinham sendo praticados antes da greve. Já os consumidores devem ficar atentos a aumentos abusivos, que devem ser denunciados ao Procon”, orientou a representante do setor.

Com informações do Sinegás

 

Link: https://massanews.com/noticias/economia/sinegas-aponta-que-prejuizo-nas-revendedoras-passa-de-r-21-milhoes-Zpw2e.html

Comboios foram escoltados pelo Exército e PRF

Fonte: Folha de Londrina

 

Comboios de carga geral e combustíveis circularam pelas rodovias do Estado nesta quarta-feira (30). De acordo com a Fetranspar (Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Paraná), 140 caminhões com carga geral foram liberados dos bloqueios dos caminhoneiros. 
 
 

A Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil da Casa Militar informou que quase 400 carretas de combustível também foram liberadas, além de veículos com leite, soja e derivados, verduras e legumes e outros mantimentos. Desde segunda-feira (28), 376 veículos foram escoltados pela Polícia Militar, Exército e PRF (Polícia Rodoviária Federal). As informações são da Agência Estadual de Notícias. 

Nesta quarta-feira, o efetivo da PM, que estava na escolta dos caminhões-tanque, foi direcionado para desmobilização dos bloqueios nas rodovias. A PRF informou que fez escolta de comboios da região Norte para a Refinaria de Araucária (Região Metropolitana de Curitiba) e para as regiões Oeste e Sudoeste, além do interior de São Paulo. 

Os frigoríficos e armazenadoras de grãos do Paraná começaram a retomar as atividades. Entre eles, nove frigoríficos de frango das cooperativas agropecuárias, três de suínos, dois de peixes, cinco laticínios, além de armazenadoras de grãos. A informação foi confirmada pelo presidente do Ocepar (Sindicato e Organização das Cooperativas do Estado do Paraná), José Roberto Ricken. 

De acordo com Ricken, somente de uma cooperativa há cem caminhões carregados de alimentos indo do Interior à capital. Também há comboio escoltado com carregamento de carne e leite. "Sem radicalismos e com tranquilidade o abastecimento está sendo retomado", afirmou. 

ABASTECIMENTO 
Com a liberação das estradas os caminhões com GLP (gás de cozinha) estão chegando até as distribuidoras. "Já tem revenda com o produto. Mas acredito que a sensação de normalidade só deve voltar na semana que vem", afirmou Sandra Ruiz, presidente do Sinregas (Sindicato dos Revendedores de Gás do Estado do Paraná). 

O setor estima um prejuízo de R$ 21 milhões em virtude da greve. "Algumas revendas não conseguiram cumprir seus compromissos e já se fala em demissão", disse Ruiz. 

O abastecimento de combustível na Região Metropolitana de Londrina ainda está deficitário. Os postos de Cambé e Ibiporã ainda não receberam o produto. De acordo com o Sindicombustível-PR, o abastecimento vem sendo feito principalmente por bases de distribuição de Londrina e Maringá. 

"Todas as outras cidades ainda estão com pouco abastecimento ou desabastecimento. Mas esperamos que nos próximos dias, caso tudo continue neste ritmo, esteja numa situação melhor. Até o final de semana sem dúvida a situação será muito melhor, se tudo continuar no ritmo que está – crescendo. Londrina, na terça (29), por exemplo, estava quase sem estoque. Hoje (quarta-feira) já começou a ser atendida", respondeu o sindicato por e-mail.
 
Aline Machado Parodi
Reportagem Local
 
Link: https://www.folhadelondrina.com.br/economia/comboios-foram-escoltados-pelo-exercito-e-prf-1007807.html

Sem Gás de cozinha, restaurantes de Londrina estão 'contando os dias'

Fonte: Folha de Londrina

 

Sem gás e sem alimentos perecíveis, como carnes, verduras e folhagens, o atendimento ao público está com os dias contados em muitos restaurantes de Londrina. "Hoje já não veio nada do Ceasa. Fui no mercado e não tinha quase nada de hortifruti", conta Marcos Aparecido dos Reis, proprietário de um restaurante na avenida Rio de Janeiro, no centro da cidade. 
 
 

Há 19 anos, Reis abre as portas diariamente para o público, mas devido à falta de insumos em decorrência da paralisação dos caminhoneiros, afirma não saber como trabalhará nos próximos dias. "Estamos com falta de batata, tomate, frango. Por enquanto, estou adaptando o cardápio, substituindo ingredientes e priorizando receitas de rápido cozimento", comenta. 

Além desse desabastecimento, Reis ressalta que o movimento caiu bastante desde a última quarta-feira (23). "Tive uma redução de 60% nas vendas. Olhe em volta. O centro está vazio, as pessoas estão evitando sair de casa e até empresas estão dispensando os funcionários", aponta. 

Segundo o diretor da Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes) Norte do Paraná, Vinícius Donadio, que possui cerca de 70 estabelecimentos associados, a maioria conseguirá funcionar até o estoque de gás acabar, o que deve ocorrer até o final de semana. "Alguns locais já cogitam alternar os dias de atendimento e horários. É fato que todos estão sentindo os impactos da greve", aponta. 

Na rua Sergipe, José Maurício Ricardo contabiliza uma queda de 50% no fluxo de clientes. Ele é proprietário de um restaurante que serve refeições por quilo há sete anos. "Até o feriado de Corpus Christi dá para manter, mas depois disso, se a greve persistir, não terei condições de abrir. As folhas de pagamento estão vencendo e o movimento piora a cada dia", desabafa. 

Para Ricardo, o maior problema tem sido o abastecimento de gás. A mesma situação se repete no restaurante de Jaqueline Vanessa Martins, na rua Pará, também na região central. "Estou preparando muitas receitas na fritadeira elétrica porque meu gás vai acabar. Se essa greve continuar, corremos o risco de fechar as portas", comunica. 

O serviço de entregas de marmitex também vem sendo afetado, segundo a proprietária. "Estamos otimizando a logística, mas esta é a última semana de serviço, pois também dependemos de combustível", ressalta. 

A presidente do Sinegás (Sindicato das Empresas de Atacado e Varejo de Gás Liquifeito de Petroléo), Sandra Ruiz, afirma que todas as revendas de gás do Estado estão paradas. "O desabastecimento de gás é geral. Tem afetado os restaurantes, as donas de casa e os condomínios residenciais", diz. 

Londrina possui 130 revendas de gás de cozinha e de acordo com o Sindicato, muitas já até dispensaram os funcionários. "Estão com as portas fechadas e nem atendendo telefone", completa. 

Para reverter a situação, Ruiz informou que solicitou ao governo do Estado por meio da Defesa Civil, o desbloqueio e escolta de caminhões que carregam gás. O pedido foi feito na manhã desta segunda-feira (28) e segundo o Sindicato, a proposta está sendo analisada. 

Supermercados 

Em nota a Apras (Associação Paranaense de Supermercados), a entidade orienta o consumidor a não estocar produtos, pois afirma que a situação ainda não é alarmante e que itens essenciais ainda possuem estoque para abastecimento. 

De acordo com a Apras "o Paraná possui 4.500 lojas e dificilmente haverá falta grave de produtos." Além disso, a entidade afirma que cada rede de supermercados tem autonomia para tomar a postura que achar melhor durante a greve para atender a população. Em alguns estabelecimentos, a quantidade de produtos já está sendo limitada por cliente. 

A Apras orienta ainda "que os mercados procurem manter os valores praticados atualmente e que repassem apenas o que aumentou em função da greve."
 
Micaela Orikasa 
Reportagem Local
 
Link: https://www.folhadelondrina.com.br/cidades/sem-gas-de-cozinha-restaurantes-de-londrina-estao-contando-os-dias-1007592.html

Gás acaba nas revendas de Ponta Grossa e região

Fonte: CGN

 

  • O motivo é que as revendas não trabalham com grande estoque de GLP em lugar nenhum...

Quem não tem um botijão extra de gás para a utilização doméstica, na cozinha, poderá ficar sem como utilizar o fogão para cozinhar, caso o atual acabe. Todo o estoque existente de gás no município de Ponta Grossa e na região dos Campos Gerais já acabou. A confirmação é da presidente do Sindicato das Empresas de Atacado e Varejo de Gás Liquefeito de Petróleo (Sinegas), Sandra Ruiz. E não é uma situação localizada: segundo ela, o único lugar onde ainda tinha nesta quinta-feira era Curitiba, mas com possibilidade de acabar a qualquer momento –se é que não já acabou.

Conforme explicou Sandra ao Portal aRede, o gás acabou já nesta quarta-feira na cidade. O motivo é que as revendas não trabalham com grande estoque de GLP em lugar nenhum. “O gás não consegue chegar em Ponta Grossa desde segunda. E como o estoque é de dois dias nas revendas, não há gás”, disse. Segundo explicou Sandra, não há o que fazer, já que o ponto de abastecimento de todo o estado é Araucária, e todos os caminhões estão sendo parados nos diversos pontos de bloqueio.

 

Link: https://cgn.inf.br/noticia/294269/gas-acaba-nas-revendas-de-ponta-grossa-e-regiao