Sandra

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Irregularidade no mercado de gás de cozinha será debatida na Prefeitura

Fonte: Jornal de Toledo 

 

A venda de vale gás está proibida no Paraná há quatro meses. A lei, aprovada na Assembleia Legislativa e sancionada pelo ex-governador Beto Richa, não vem sendo respeitada por supermercados e outros tipos de comércio em várias cidades do Estado. Em Toledo, não é diferente. O ticket é comercializado irregularmente, e a presidente do Sinegás (o Sindicato das Empresas de Atacado e Varejo de Gás Liquefeito de Petróleo), Sandra Ruiz, tem feito denúncias para combater essa venda ilegal.

Este será um dos assuntos em discussão no encontro que o sindicato promove nesta sexta-feira (20), a partir das 14 horas, com os donos e gerentes de 62 revendas de Toledo, que vendem aproximadamente 20 mil botijões de gás de 13 quilos por mês. Ainda durante o encontro, que será realizado na Prefeitura, será debatida a atuação de revendedores clandestinos na cidade.

Segundo o Sinegás, esse ainda é um grande problema porque os consumidores correm o risco de levar pra casa botijões fora dos padrões de segurança, que podem causar acidentes sérios, como explosões. Além disso, a pessoa pode comprar o produto adulterado, com peso menor ou até mesmo com mistura de água. A venda irregular do produto preocupa o Sinegás, que tem recebido denúncias e encaminhado para a Polícia e para os órgãos de fiscalização, como a ANP (Agência Nacional do Petróleo).

Outro tema que será abordado é sobre as normas para o transporte e entrega dos botijões, em vigor há 3 anos. De acordo com a presidente da entidade, as novas normas, além de servir para a prevenção de acidentes, também ajudam a impedir a clandestinidade. Entre as principais regras estão, segundo Sandra Ruiz, os botijões que só podem ser transportados em caminhões e caminhonetes abertas e o veículo precisa ter proteção lateral e traseira com fixação da carga por fitas ou correntes; as motos só poderão levar os botijões se usar um compartimento com uma roda a mais ao lado do veículo ou pequenos reboques. Os botijões precisam estar de pé e nunca deitados, para a identificação do revendedor legal de gás e a nova norma ainda obriga os veículos e revendas a exibirem a razão social da empresa e o número da autorização da ANP.

 

Link: http://www.jornaldetoledo.com.br/index.php/toledo/item/2991-irregularidade-no-mercado-de-gas-de-cozinha-sera-debatida-na-prefeitura 

Após denúncia da Vigilância Sanitária, MPPE regula a venda de botijão de gás em Serra Talhada

Fonte: Robério Sá

 

O 2º Promotor de Justiça do Ministério Público de Pernambuco (MPPE), Dr. Valdeci Sousa Leite, emitiu nessa segunda-feira, dia 16, sua segunda recomendação (002/2018-2ªPJST) sobre a comercialização ilegal de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) – gás de cozinha – em Serra Talhada, no Sertão de Pernambuco.

No documento, o promotor relata que, desta vez, a denúncia partiu da Prefeitura de Serra Talhada, através da Vigilância Sanitária Municipal.

“Considerando o Procedimento Preparatório n° 003/2018, que trata da venda irregular de GLP no município de Serra Talhada, denunciada pela Vigilância Sanitária Municipal, bem como chegou ao conhecimento do Ministério Público nesta comarca as várias ocorrências de acidentes domésticos envolvendo GLP”, diz um trecho do documento.

Na recomendação, MPPE orienta, ainda, os revendedores e distribuidores de gás de cozinha para que atendam as exigências do Código do Consumidor e da comercialização dos produtos derivados do petróleo, assim como, possuam alvará e tenham autorização da Agência Nacional de Petróleo (ANP) para revenda e comercialização do produto.

Para os órgãos municipais, o promotor recomendou que colaborem fiscalizado o comércio e armazenamento do gás de cozinha, e informando ao Corpo de Bombeiros, à Polícia Militar, à Delegacia de Polícia e ao Ministério Público as irregularidades e medidas tomadas.

No que tange a população, Dr. Valdeci Souza solicitou aos cidadãos que fiscalizem e informem ao Ministério Público, à Polícia Miliar, à Delegacia de Polícia ou à Vigilância Sanitária Municipal as práticas abusivas contra o consumidor por parte dos comerciantes e revendedores do gás de cozinha do município.

“O não cumprimento da presente recomendação implicará na propositura pelo Ministério Público Estadual das medidas judiciais cabíveis, objetivando a defesa dos direitos e interesses dos consumidores” diz promotor, no final da recomendação.

 

Link: http://roberiosa.com.br/apos-denuncia-da-vigilancia-sanitaria-mppe-regula-venda-de-botijao-de-gas-em-serra-talhada/ 

Saiba como economizar gás de cozinha

Fonte: Extra

 

Embora a Petrobras tenha anunciado redução no preço do gás, o valor cobrado pelas distribuidoras ao consumidor não seguiu o mesmo padrão. O preço médio do botijão de 13 quilos, na última semana de março, entre os dias 25 e 31, ficou em R$ 58,82, de acordo com levantamento da Agência Nacional do Petróleo (ANP). Já entre 1º e 7 de abril, quando houve a redução de preços anunciada pela Petrobras, o produto estava sendo vendido R$ 69,11, em média.

Segundo o presidente do Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de GLP (Sindigás), Sergio Bandeira de Mello, a redução de preço estabelecida pela Petrobras não impacta diretamente o bolso do consumidor porque representa apenas 1/3 do valor final do botijão. Como a concorrência é livre, há grandes disparidades entre os valores cobrados pelas distribuidoras, já que cada uma acrescenta seu custo operacional próprio. Isto é, além do valor da matéria prima, são somados os impostos, os gastos com logística e o custo de revenda.

- Mais que um produto, vendemos o serviço. Depois que a Petrobrás bombeia em nossos tanques, cada distribuidora tem que engarrafar o GLP, levar às casas, instalar e ainda verificar se existem vazamentos. – explicou Bandeira.

Outro motivo para o preço elevado são os pedidos de última hora, que atrapalham a otimização das entregas. Uma pesquisa da Sindigás revelou que os consumidores desejam que o botijão seja entregue, em média, em 17 minutos, o que faz com que as distribuidoras gastem mais com funcionários e transporte. Como não há preço tabelado desse produto, a concorrência entre as marcas permite que o consumidor faça uma pesquisa de preço para escolher o botijão que melhor lhe atende, além de favorecer a negociação entre usuários e distribuidoras.



COMPOSIÇÃO DO PREÇO DO BOTIJÃO

Fonte: ANP

Foto: Preço final do gás de botijão é formado por vários fatores, além do valor da matéria prima.



DICAS PARA ECONOMIZAR GÁS DE COZINHA

-Na hora de comprar um fogão, escolha os com maior nível de eficiência , pois eles conseguem reter mais calor no interior do forno e, assim, preparar os alimentos mais rápido;

-Mantenha os queimadores sempre limpos. Com freqüência, desmonte as bocas e lave com uma esponja, água e sabão;

- Observe se a chama está bem azul. Se estiver amarelada, chame um profissional para fazer a manutenção;

- Só use a maior boca do fogão se utilizar panela grande, pois ela gasta mais gás. 

-Use panelas adequadas à quantidade de comida. Usar uma frigideira grande, por exemplo, para fritar apenas um ovo provoca um gasto desnecessário do insumo;

- Na hora de cozinhar, use tampas nas panelas para evitar a dispersão do calor;

- Deixe grãos de molho de 8 a 12 horas para cozer mais rápido;

- Cozinhe uma quantidade maior de feijão de uma só vez e depois refrigere;

-Use papel alumínio em preparações no forno e retire apenas no final, para dourar. Lembre-se de colocar a parte brilhosa voltada para o alimento, de forma que possa refletir calor.

-Se possível, faça duas receitas no forno ao mesmo tempo. Se for afetar o sabor, faça as preparações separadas, mas em seguida para aproveitar o calor.

 

Link: https://extra.globo.com/noticias/economia/saiba-como-economizar-gas-de-cozinha-rv1-1-22588680.html 

Ameaças, intimidação e assassinato, o enredo do cartel do gás em MS

Fonte: Campo Grande News

 

Testemunha ouvida pelo Ministério Público afirma que comerciante morto em 2016 em Dourados foi vítima do esquema que controla o preço e os pontos de venda de gás de cozinhas em várias cidades

 

Concorrentes ameaçados, distribuidores chantageados para adotar o preço que o esquema definia e pequenos revendedores encurralados, impedidos de comprar de quem vendia mais barato. Esse é o enredo do cartel que por vários anos controlou o comércio do gás de cozinha em Dourados e em outras cidades do interior do Mato Grosso do Sul.

Quem não se submetia às regras da quadrilha era ameaçado e pressionado até cumprir as “normas”, ou sucumbia e tinha de fechar as portas porque não conseguir nem mesmo renovar o estoque. Até caminhão vendendo gás mais barato os empresários do esquema colocavam na frente dos depósitos dos concorrentes, para obrigá-los a aceitar as regras.

Pior sorte teve o comerciante Luciano Soares Senzack, assassinado aos 39 anos de idade, no dia 17 de maio de 2016 em Dourados. Ele tinha uma pequena revenda de gás de cozinha e água mineral no BNH 3º Plano, região norte da cidade. A versão da época contada pelo criminoso era de que a morte ocorreu por uma desavença comercial sobre dívida.

Entretanto, o depoimento de uma testemunha ouvida pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul é revelador: Luciano foi morto por não se submeter às regras do cartel do gás.

O autor confesso do assassinato é Mauro Victol, um dos integrantes do esquema desvendado pela Operação "Laisse Faire", feita pelo Ministério Público com apoio do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) no dia 27 de março. Mauro e outros sete empresários foram presos na operação. Dois já ganharam liberdade, mas ele está entre os que permanecem na cadeia.

 
Local onde Luciano Senzack foi assassinado por um dos membros do cartel do gás, em 2016 (Foto: Dourados News)Local onde Luciano Senzack foi assassinado por um dos membros do cartel do gás, em 2016 (Foto: Dourados News)

A morte – Dois dias após o assassinato de Luciano, Mauro se entregou à polícia e disse que agiu em legítima defesa por se sentir ameaçado pelo comerciante. Conforme a versão, há algum tempo Luciano comprava de Mauro o gás que revendia na empresa onde ocorreu o crime e pegava os botijões em regime de comodato.

Teria feito o pagamento em dia nas três primeiras compras, mas depois houve atraso na quarta vez que pegou o produto. Mauro foi até a revenda e matou Luciano a tiros, alegando que a vítima fez menção de sacar uma arma.

No dia 26 de janeiro deste ano, Mauro Victol, que aguardou o julgamento em liberdade, foi condenado a sete anos e um mês em regime semiaberto, já que os jurados acataram a versão de homicídio simples.

Testemunha – Ouvida por carta precatória por morar em Umuarama (PR), a testemunha que liga a morte de Luciano ao cartel do gás é cunhado do empresário Antonio José Carlos, que em 2016 tentou montar uma distribuidora de GLP em Dourados para concorrer com as empresas do esquema, mas vinha sofrendo forte ameaça para adotar o preço que o esquema ditava.

“Mauro Victol disse que tinha ido receber ou buscar uns vasilhames e que o Luciano fez ameaça de sacar uma arma, que então o Mauro Victol deu três tiros no Luciano; mas que na verdade o homicídio tinha motivação no comércio do gás, inclusive os vasilhames que estavam com o Luciano eram pertencentes ao Antônio”, afirmou a testemunha Ailton Dias.

O depoimento ao MP continua: “esteve com o Luciano no mesmo dia do homicídio, umas quatro horas antes, e o Luciano disse ao declarante que era para eles (o declarante e o Antônio) terem cuidado com o Mauro... O Luciano estava muito nervoso, estava meio transtornado; que o declarante disse para o Luciano que não acreditava que o Mauro fizesse algum mau para eles, pois todos tinham família, inclusive o Mauro, e não acha que o Mauro iria estragar sua vida. Mesmo assim o Luciano demonstrava estar com medo de alguma coisa, trancou os botijões dentro de uma grade, inclusive passando cadeado, coisa que nunca tinha visto o Luciano fazer antes”.

Ainda segundo Ailton Dias, horas antes de ser morto, Luciano estava com medo, ficava olhando para lados, em todas as direções, como se estivesse sendo vigiado por alguém.

“Uns 40 minutos depois do Mauro Victol ter assassinado o Luciano, o Rubens [Pretti Filho, também preso pelo Gaeco], da Graziela Gás, telefonou para o depósito do Antônio, cuja ligação foi atendida pelo declarante, e então o Rubens disse para o declarante: ‘está vendo o que acontece com quem fura o ponto dos outros’, quando então o declarante perguntou o que estava acontecendo, pois ainda não sabia dos fatos, e o Rubens disse que o ‘Mauro acabou de matar o Luciano’”, diz trecho do depoimento, citado na denúncia que o MPMS apresentou contra a quadrilha na semana passada.

Segundo ele, Luciano Senzack estava comprando gás de Antônio José Carlos por preço menor do que era praticado pelos demais distribuidores do cartel. Conforme a testemunha, a ligação de Rubens falando do assassinato ocorreu antes mesmo de a polícia chegar ao local do crime. Rubens e Mauro Victol são cunhados.

 
Operação do Gaeco em distribuidoras de gás de Dourados, no mês passado (Foto: Adilson Domingos)Operação do Gaeco em distribuidoras de gás de Dourados, no mês passado (Foto: Adilson Domingos)

Reunião para ameaças – Ailton Dias, que em janeiro de 2016 se instalou em Dourados com o cunhado Antonio Carlos para tentar montar a distribuidora de gás, conta também sobre uma reunião marcada pelo cartel do gás, no depósito de um dos envolvidos, César Meirelles Paiva, da Paivinha Gás.

Além de César Paiva, estavam presentes todos os outros membros do cartel, como Mauro Victol, Márcio Sadão Kushida, Edvaldo Romera de Souza, Rubens Pretti Filho, Josimar Evangelista Machado e Rogério dos Santos de Almeida, este de Nova Andradina.

A testemunha relatou que na reunião, Rubens Pretti Filho assumiu a palavra, para questionar os dois novatos: “nós estamos aqui para saber uma única coisa, se vocês vão vender nos pontos de venda”. Segundo Ailton, Rubens queria saber se Antônio José Carlos iria vender para os comerciantes onde os demais já vendiam.

“O Rubens disse que o Antonio não poderia vender para os estabelecimentos já existentes, que se quisessem vender deveria criar novo estabelecimento, pois todos os pontos de venda já pertenciam aos distribuidores. O Sr. Rubens disse que Dourados e região estavam tudo fechado com eles”, afirmou a testemunha.

Antonio não aceitou fazer parte do cartel e a partir daquela reunião passou a ser alvo de ameaças e intimidações, feitas também aos revendedores dos bairros para que não comprassem do novo distribuidor. Mesmo com dificuldade, manteve o comércio em Dourados, mas sem ganhar mercado.

Denunciados – Na sexta-feira (6), o Ministério Público de Mato Grosso do Sul apresentou denúncia contra 11 comerciantes de Dourados e Nova Andradina e contra dois gerentes de distribuidoras de Campo Grande, acusados de integrar o cartel montado para controlar o preço e os pontos de revenda do gás de cozinha.

Foram denunciados os empresários Márcio Sadão Kushida, Edvaldo Romera de Souza, Cesar Meirelles Paiva, Rubens Pretti Filho, Mauro Victol, Gregório Artidor Linné, Josemar Evangelista Machado e Rogério dos Santos Almeida, presos na operação do Gaeco.

Com exceção de Rogério, que é de Nova Andradina, todos os outros são de Dourados, assim como Daiane Lazzaretti Souza, também denunciada, mas que não chegou a ser presa.

Os outros dois denunciados são Diovana Rosseti Pereira, gerente da distribuidora Copagaz em Campo Grande, e Hamilton de Carvalho Rocha, gerente da distribuidora da Ultragaz, também na Capital.

Link: https://www.campograndenews.com.br/cidades/interior/ameacas-intimidacao-e-assassinato-o-enredo-do-cartel-do-gas-em-ms 

Após fazer “transfusão”, entregador de gás vendia botijão com peso adulterado

Fonte: O rolo

 

Um entregador de gás foi preso pela equipe da GCM de Piracicaba após ser flagrado fazendo “transfusão” de um botijão cheio, para outro vazio. O fato aconteceu nesta sexta-feira, 6, na Estrada Municipal da Fazenda Taquaral, em Piracicaba

Os Gcm’s com a viatura 79 (Fábio e Ramalhão) estavam em patrulhamento pela Estrada Municipal que liga o Bairro Jardim Oriente a Fazenda Taquaral. Eles já sabiam que aquele local é escolhido por criminosos, para abandonar veículo furtado.

No trajeto, os agentes encontraram rastro recente de veículo por um carreador de cana. Eles seguiram o rastro por 400 metros e avistaram um veículo Fiat/ Strada carregado com botijão de gás. Os Gcm’s estranharam um carro de empresa naquele local e abordaram o entregador de gás.

Indagado sobre se havia algum problema com o veículo e porque tinha uma mangueira fazendo transfusão de gás de um botijão para o outro. O entregador disse que era normal esse procedimento.

Os agentes não acreditaram na versão do motorista e não ficaram satisfeitos com a resposta. Foi solicitado apoio de outra viatura e o homem foi conduzido, juntamente com o veículo e a carga até a empresa onde o suspeito trabalha. A equipe policial perguntou à proprietária se aquele procedimento que o entregador estava fazendo era normal, a proprietária informou que não, que ela estava sendo vítima de furto.

Diante da situação, os Gcm’s conduziram o entregador de gás e a proprietária da empresa até a Delegacia UPJ, na 6° DP para registrar a ocorrência. O delegado de plantão após ouvir o entregador de gás e a proprietária, decidiu por autuar o entregador de gás em Flagrante Delito por Furto Qualificado.

O homem identificado por A.J.R. do P. de 54 anos, permaneceu preso e ficou à disposição da justiça. Após a perícia nos 16 botijões de gás, foi constatado que cinco botijões estavam com peso inferior da sua capacidade.

Apreensão: 1 Mangueira para transfusão de Gás sem Registro, 1 Mangueira para Transfusão de gás com Registro, Vários Lacres de Botijão de Gás, 1 Registro de Gás e Vários objetos para fazer a transfusão do gás.

 

Link: https://www.orolo.com.br/piracicaba/apos-fazer-transfusao-entregador-de-gas-vendia-botijao-com-peso-adulterado/ 

Juiz dá liberdade a mais um empresário acusado de cartel do gás

Fonte: Campo Grande News

 

Dono de duas empresas em Dourados foi preso semana passada pelo Gaeco junto com outros sete empresários; ele é o segundo a conseguir liberdade e juiz analisa outros três recursos

 

Mais um dos oito empresários presos na semana passada acusados de crime contra a ordem econômica por criarem um cartel para controlar o preço e a venda de gás de cozinha ganhou liberdade. Ontem (3), o juiz da 1ª Vara Criminal de Dourados Luiz Alberto de Moura Filho revogou a prisão preventiva de Edvaldo Romera de Souza, 49.

Dono de duas revendas de gás localizadas na Rua Hayel Bon Faker, Edvaldo é o segundo empresário a ganhar liberdade. Na segunda-feira o mesmo juiz já havia revogado a prisão de Gregório Artidor Linné, dono da distribuidora da Copagaz em Dourados.

Assim como decidiu em relação a Gregório Linné, o magistrado estabeleceu pagamento de fiança de dez salários mínimo, totalizando R$ 9.540,00. Edvaldo Romera também está proibido de manter contato com os demais investigados e testemunhas do procedimento e teve suspenso o direito ao exercício de atividade empresarial por no mínimo 60 dias.

Para conseguir a revogação da prisão preventiva, a defesa de Edvaldo Romera alegou que ele é primário, tem residência fixa e trabalho lícito.

Outros três empresários também pediram liberdade e os recursos estão sendo analisados pelo juiz da 1ª Vara Criminal - Mauro Victol da Mgás, Márcio Sadão Kushida da Nippon Gaz e Rubens Pretti Filho da Graziele Gás.

Rogério dos Santos de Almeida, da distribuidora Supergabrás em Nova Andradina, e César Meirelles Paiva da Paivinha Gás, em Dourados, ainda não entraram com pedido de liberdade.

Os comerciantes foram presos durante a Operação "Laisse Faire", feita pelo Ministério Público em Dourados com apoio do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), na terça-feira passada.

Segundo o MP, a quadrilha recorria até a ameaças de morte contra outros comerciantes para conseguir impor as regras do cartel de gás de cozinha. Os empresários são acusados de combinação de preços e outras práticas ilegais, como comercialização através de revendedores clandestinos e controle de mercado.

“Através desse esquema que existe há vários anos foram violados os princípios estabelecidos na Constituição Federal”, afirmou o promotor Etéocles Brito Mendonça Dias Júnior. Segundo ele, existe suspeita de facilitação do esquema por parte de agentes públicos responsáveis pela fiscalização. O caso também está sendo investigado.

 

Link: https://www.campograndenews.com.br/cidades/interior/juiz-da-liberdade-a-mais-um-empresario-acusado-de-cartel-do-gas