A DESCONSTRUÇÃO DO MERCADO DE GÁS LP

A DESCONSTRUÇÃO DO MERCADO DE GÁS LP

Os empresários do segmento precisam rever os seus conceitos para que haja desenvolvimento profissionalizado no mercado formal de Gás LP. É importante reconhecer e combater essa forte tendência que vivemos para o mercado informal.
Direcionar o olhar para o cliente e o mercado deveria ser prática e discurso de todo e qualquer gestor de empresa. Grande parte dos planejamentos estratégicos que vemos, está fadado ao fracasso, já que vivemos em um mercado viciado. O futuro exige novos índices de desempenho sobre os quais a maneira tradicional de organização não responde com a velocidade necessária. O mercado não precisa somente, das novas regras impostas a todo o momento pela Agência Reguladora, que embora tente, não consegue cumprir a sua verdadeira função, que é a de regular e fiscalizar os agentes de mercado.
Antigamente o gás era conduzido por membros da mesma família, atualmente o setor é habitado por pessoas sem capacitação para gerir o negócio e mesmo sem saber gerir, ainda se tornam reféns do monopólio e de fornecedores com políticas comerciais não muito claras e sem direcionamento.
Como os agentes de mercado são independentes entre si (produtor, distribuidor e revendedor) fica cada vez mais difícil agregar valor, já que há uma condicionante básica do modelo de competição entre todos. As funções tornam-se, então, mais importantes do que o objetivo principal que é de posicionar a empresa com uma oferta singular de valor ao cliente, e desta forma ter responsabilidades com um mercado sadio.
A forma vertical, que algumas distribuidoras estruturam o mercado, se apresenta como uma barreira a ser vencida, pois ela dificulta a relação e o entendimento do negócio com os revendedores, além de enclausurar e fragmentar, muitas vezes de forma desconectadas a realidade do dia a dia de uma revenda de gás de cozinha.
Pode-se avaliar que a grande transformação está fundamentada na provável mudança do papel a ser atribuído a cada agente de mercado. Ao invés de praticar o poder e a autoridade, as instituições deveriam representar os centros de conhecimento e excelência da organização do segmento.
Sandra Ruiz
Presidente Sinegás

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