Comunicado do Sinegás

Maringá, 27 de outubro de 2017.

 

Comunicado do Sinegás

 

            O setor de revenda de gás liquefeito de petróleo (GLP) não está nada fácil. Só este ano o preço do nosso produto teve um reajuste de 55,4% repassado pela Petrobrás, que adotou uma nova política de preços. Com isso, os valores são revisados todos os meses. Segundo a estatal, o preço final às distribuidoras é formado pela média mensal dos preços internacionais. Isso tem complicado bastante a composição do nosso preço de venda ao consumidor, já que não conseguimos repassar o valor na ponta que seria o ideal para a comercialização do produto. Com essa situação, não conseguimos compor os custos e mensalmente nossos filiados têm se descapitalizado, já que as novas aquisições de gás já chegam com valores reajustados.

         Por isso é muito importante, antes de fazer ofertas e promoções, principalmente do P13, avaliarmos os custos operacionais e os prejuízos que essas ações podem causar, como influenciar e desestabilizar o mercado local, de cada cidade. Sim, o mercado é livre. Mas precisamos ter consciência de que também seremos responsabilizados, inclusive judicialmente, Ministério Público e por órgãos de defesa do consumidor, por preços abaixo do valor real, por formação de preços iguais e também por valores muito altos. Isso sem contar as críticas e questionamentos dos consumidores quanto aos valores praticados no mercado.

         Novos reajustes do GLP estão por vir. O próximo está previsto para 5 de novembro. E ainda temos que levar em consideração que no Verão, meses de altas temperaturas e férias, o consumo de gás diminui na maioria das regiões brasileiras.

         Por todos esses motivos, meus amigos, precisamos trabalhar com a consciência voltada para a realidade do mercado, para que tenhamos revendas sustentáveis, mantendo os postos de trabalho dos nossos colaboradores, sem praticarmos uma disputa entre revendedores. Cada ponto de venda não tem que encarar o colega do setor como um rival a ser combatido. Somos todos reféns da situação atual. Então, nada melhor que nos unirmos, através do Sinegás, para encontrarmos saídas de nos mantermos no mercado.

 

Sandra Ruiz

 

Presidente do Sinegás

6 comentários

  • Ana Terça, 31 Outubro 2017 13:40 postado por Ana

    Engraçados que baixar preço ..todo mundo abaixa, subir e manter ninguem faz.estou muito triste com essa situação

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  • Vera Lucia Segunda, 30 Outubro 2017 19:16 postado por Vera Lucia

    Algumas revendas para poder vender, não repassam o aumento e tanto essas como as outras não conseguem pagar suas contas.

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  • JOAO MAIA Sábado, 28 Outubro 2017 12:04 postado por JOAO MAIA

    SENHORES SINDICALISTAS TIREM SEUS TRASEIROS DAS CADEIRAS E VÃO VER A REALIDADE DO MUNDO DO GAS.....

    PRA DEPOIS FALAR E CRITICAR AS REVENDAS!!!!

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  • Adriano Rezende Sábado, 28 Outubro 2017 11:21 postado por Adriano Rezende

    Uma solução seria tabelar os preços pra todos como já fazem os postos de combustível com pequenas diferenças por litro adquirido. Só que teria que ter uma fiscalização mais rigorosa pra não permitir formação de cartel.

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  • Adriano Rezende Sábado, 28 Outubro 2017 11:06 postado por Adriano Rezende

    Ta difícil , do jeito que tá ou os revendedores repassam o aumento ou só as companhias vão ganhar e eles não tiram um centavo de suas margens.
    Infelizmente a população não está entendendo nada e os revendedores já estão entrando em desespero baixando os seus preços e comprometendo suas margens de lucro.

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  • Americo Sexta, 27 Outubro 2017 21:50 postado por Americo

    Parabenizo a presidente do SINE gás pela coscientização que buscou dar ao nosso segmento, muito obrigado!

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