Petrobras quer vender a BR Distribuidora ‘o mais rápido possível’

Fonte: G1

 

Empresa tem meta de vender ativos que somam US$ 21 bilhões em 2017 e 2018 para reduzir sua dívida; neste ano, empresa não vendeu nenhum negócio.

 

O presidente da Petrobras, Pedro Parente, disse nesta terça-feira (24) que a companhia pretende concluir a venda da BR Distribuidora “o mais rápido possível”. Ele não precisou, no entanto, se é possível que isso aconteça ainda neste ano.

“Não podemos definir uma data ainda, isso vai ser uma decisão do Conselho de Administração que vai levar em conta as condições de mercado”, disse Parente, enfatizando que a companhia está “trabalhando muito forte para fazê-lo o mais cedo possível”.

Questionado se as ações judiciais que têm barrado a venda de ativos da Petrobras prejudicam a meta de desinvestimentos da estatal, Parente afirmou que não. Para o executivo, “essas liminares são naturais no processo de desinvestimentos no Brasil”.

“O que a gente verifica que respeitando inteiramente o regime legal brasileiro nós conseguimos reverter a maior parte delas. Então, o que isso significa é um atraso, não uma impossibilidade de fazer esses desinvestimentos”, reforçou.

Segundo ele, está mantida a meta de US$ 21 bilhões de desinvestimentos em 2017 e 2018. Neste ano, a empresa não fechou a venda de nenhuma empresa.

A BR Distribuidora é uma das principais empresas à venda da Petrobras. A companhia é líder de distribuição de combustível no Brasil, com cerca de 8 mil postos em todo o país. No ano passado, a empresa faturou R$ 86 bilhões e teve um prejuízo líquido de R$ 315 milhões.

Parente afirmou em junho que pretendia fazer uma oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) da BR Distribuidora. O conselho de administração da Petrobras aprovou a realização da oferta no fim de setembro.

O negócio deve vender entre 25% e 40% da participação acionária detida pela Petrobras na BR. Hoje a BR é uma subsidiária integral da Petrobras, ou seja, a estatal é sua única dona.

 

Venda da Braskem

 

Parente também minimizou o decreto que excluiu as participações da Petrobras na Braskem do Programa Nacional de Desestatização (PND). Segundo ele, “havia uma pequena parcela do capital da Braskem no PND”, o que não afeta os planos da companhia de vender essa fatia.

Para vender a sua parcela da Braskem, a Petrobras precisa entrar em acordo com a Odebrecht. Segundo Parente, “as conversas caminham bem” com a empreiteira. “Não temos um acordo fechado ainda, mas queremos tê-lo o mais cedo possível”, destacou.

A Petrobras é a segunda maior acionista da Braskem. A estatal é dona de 36,1% de participação na petroquímica, que é controlada pelo grupo Odebrecht, dono de 38,3% da empresa.

 

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