Sinegás promove encontro para discutir os prejuízos causados pelo Vale Gás

               O Sinegás convidou os revendedores de gás e o deputado estadual Tião Medeiros para discutir uma saída para o vale gás. É que os supermercados fazem promoções e esse tipo de ticket é vendido com preço bem abaixo do valor praticado nas revendedoras. A reunião foi na quinta-feira, dia 19 de outubro.

            “É uma concorrência desleal, com preços predatórios. Os comerciantes do setor não lucram praticamente nada com o vale gás, e se tornam meros entregadores de botijões. Além disso a imagem da categoria fica prejudicada, porque os supermercados usam esse ticket em promoção para atrair clientes e faturam em outros produtos, enquanto nós só temos gás para vender. E os consumidores não entendem e ainda nos cobram: por que no supermercado eu paguei bem menos?”, disse a presidente do Sinegás, Sandra Ruiz.

            Durante a reunião os associados ao Sindicato reivindicaram o fim da venda do vale gás por esses pontos comerciais. Nos estados do Ceará e Maranhão, esse tipo de comércio já está proibido, depois que os supermercados, companhias distribuidoras de gás e sindicato fizeram um Termo de Ajustamento de Conduta com o Ministério Público. Mas, no Paraná, não há qualquer lei ou decisão judicial nesse sentido e a presidência do Sinegás está empenhada em buscar apoio e formas de proibir o vale gás.

            O deputado estadual Tião Medeiros ouviu as reivindicações e se comprometeu a ajudar o setor nessa questão. “A partir de agora eu e minha assessoria jurídica, com o apoio técnico do Sinegás, vamos estudar medidas de ordem legislativa e até mesmo recorrer a órgãos de defesa econômica para combater essa concorrência desleal, que tem trazido prejuízos aos revendedores de gás e que pode até inviabilizar o setor”, ressaltou o parlamentar.

 

            O Paraná tem atualmente 4.642 revendedores autorizados na ANP, vendendo 2,2 milhões de botijões de 13 kg por mês. Porém, para cada revendedor autorizado, existem 3 clandestinos.

2 comentários

  • Leonardo Gomes Sexta, 20 Outubro 2017 17:08 postado por Leonardo Gomes

    O comércio de glp não é fiscalizado adequadamente. As cias deveriam comercializar somente em revendas exclusiva de glp. Não para setor mercadista, esse setor sempre teve com o botijão 13 kg um meio de fazer preço de custo para promover vendas de alimentos, como um revendedor totalmente regularizado, pagando tds impostos e taxas de funcionamento conseguem sobreviver. Existem muitos outras situações que deveriam ser analisadas. A proibição de postos de gasolina , mercados e afins não deveriam de forma alguma comercializar glp. Atualmente os depósitos de glp estão agregando outros produtos para continuarem funcionando. Está virando uma bagunça. A tradição sempre foi adequada para o setor. Depósito de Glp vendendo glp.

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  • Emanuel Rueda Sexta, 20 Outubro 2017 15:21 postado por Emanuel Rueda

    Boa tarde, Acredito que o problema não está no Vale Gás mas sim nas revendas que se Matão entre si baixando o preço para fornecer para as grandes redes de Supermercados....
    Concerteza se não existissem o Mercado no Ramos seria muito bom.

    Mas ainda acredito que os problemas do Ramo de Gás são os próprios revendedores que causam.

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