Mesmo após anúncio oficial, comerciantes ainda não reajustaram gás de cozinha na Capital - Rondônia

 

Mesmo com anúncio de aumento de 2,5% sobre o gás de cozinha (GLP) nas botijas de até 13 quilos, divulgado na última quarta-feira (7) pela Petrobras, os comerciantes de Porto Velho ainda não foram comunicados sobre a data em que o reajuste chegará ao consumidor.

“Geralmente o distribuidor já nos avisa com uma semana de antecedência para que a gente se organize para a próxima compra. Mas até agora nenhum comunicado foi feito a respeito”, diz o comerciante Ednaldo Frota Prado, proprietário de um supermercado na Zona Norte da cidade. No estabelecimento de Ednaldo, o preço da botija de 13 quilos custa R$ 59,50, a de 8 quilos custa R$ 39, e a botija de 5 quilos é vendida por R$ 25.

“Sempre faço promoção uma vez por mês, e acabo dando um desconto de 5%. É uma forma de atrair mais freguesia”, conta. A botija de 13 quilos, por exemplo, nesta sexta-feira (9) está custando para o consumidor R$ 52,50.

Outro comerciante, Geovan Aguiar Souza, lembra que desde janeiro, pelo menos já foram feitos quatro ou cinco reajustes, mas sempre com aviso antecedente à próxima compra dos revendedores, como é caso do comerciante. No estabelecimento de Geovan, a botija de 13 quilos custa R$ 60, a de 8 quilos custa 40 e a de 5 quilos sai por R$ 30.

Para o aposentado Ely Brasil, 88 anos de idade, mesmo sem dar muita atenção aos noticiários, o preço do gás é injusto. “Não presto mais atenção nessas coisas, porque acho melhor assim, mas que um reajuste diante do que já é cobrado é no mínimo uma falta de atenção com os menos favorecidos”, disparou.

O policial militar José Neris Martins, se indignou ao saber do anúncio. “Não acho justo esses preços abusivos. Só vejo o preço do gás, do combustível, tudo subindo e o salário do trabalhador continua uma vergonha”, desabafou.

Em contato com a Central de Atendimento da Distribuidora Fogás, através do 0800, o Rondoniagora foi informado que ainda não foi repassado nada para os atendentes sobre o reajuste, não sendo possível dar previsão de quando os novos valores passarão a ser praticados no mercado. O reajuste de 2,5% sobre cada botija influenciará em aproximadamente R$ 1,25 de diferença sobre os preços atuais.

 

Fonte: Sindigás

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