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Brasil poderá se tornar autossuficiente em gás natural a partir de 2021, diz ministro

RIO — O Brasil poderá se tornar autossuficiente e até exportador de gás natural a partir de 2021 com o aumento da produção de gás nos campos no pré-sal. A afirmação foi feita na manhã desta segunda-feira pelo ministro de Minas e Energia, Fernando Bezerra Coelho Filho, ao explicar que, com as perspectivas de aumento da produção nacional, o Brasil deverá reduzir o contrato de importação de gás natural com a Bolívia. Atualmente, pelo contrato em vigor, o país pode importar até 30 milhões de metros cúbicos por dia de gás natural da Bolívia. Os dois países já iniciaram as negociações em relação à renovação do contrato atual, que vence em 2019.

— A gente está começando o processo de renegociação com a Bolívia, e, possivelmente, deverá ser um volume menor do que a gente importa hoje, porque vamos ter, a partir de 2021/2022 e 2023, a entrada de muito gás. Um exemplo: só o campo de Pão de Açúcar, no pré-sal, vai ter uma produção diária de 15 milhões de metros cúbicos, a metade do que importamos hoje da Bolívia — destacou o ministro, acrescentando: — A gente caminha para nesse horizonte de 2021/22 e 23 poder já ser autossuficiente.

O ministro, que participou de seminário sobre concessões, da Fundação Getúlio Vargas, no Rio, não descartou a possibilidade de o país passar a exportar gás natural no futuro.

— Nossa idéia é que a oferta de gás aumente, vamos fazer o que com ele aqui? Com certeza, nossa ideia é que o mercado aumente, que tenha mais demanda por gás, mas vai ser muito gás — afirmou Fernando Bezerra.

Com o aumento da oferta de gás natural, e com o objetivo de reduzir os custos de geração com usinas térmicas para geração de energia elétrica, o governo começou a estudar a possibilidade de construir usinas termelétricas a gás na base. Ou seja, serão usinas em operação intermitente, como as hidrelétricas, e não serão acionadas somente em apoio de emergência quando os reservatórios estão baixos.

— Estamos pensando, pois uma térmica inflexível que roda na base o tempo todo tem um custo de operação muito menor do que uma térmica que é chamada a gerar esporadicamente. Está sendo feita essa conta, de quanto a gente gera em um ano de hidrologia ruim, com a térmica inflexível. Não seria melhor ter uma térmica na base e não precisar acionar as inflexíveis? Essa conta é que estamos fazendo o estudo — destacou o ministro.

http://oglobo.globo.com/economia/brasil-podera-se-tornar-autossuficiente-em-gas-natural-partir-de-2021-diz-ministro-21187566

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