GLP ganha espaço nas pizzarias

Fonte: Datamark

Fazer pizzas no forno a lenha é quase uma tradição para as pizzarias brasileiras. Entretanto, rompendo esse modo, muitos restaurantes já deixaram de usar lenha, considerada mais tóxica e poluente, e a substituíram pelo forno a gás (GLP), que ganhou destaque por ser mais econômico, prático, preciso e por não prejudicar o sabor do alimento.

Um exemplo dessa realidade é a pizzaria Adrix, localizada em São Bernardo do Campo, onde a mudança começou em 2009. A Adrix passou a vender mil unidades a mais por semana em 2010, após a troca pelo forno a gás do tipo esteira. Atualmente, produz cerca de 264 mil pizzas por ano, 40 por cento a mais desde os tempos de forno a lenha. Com o sistema a gás, veio a possibilidade de controle de temperatura dos fornos, que passaram a assar de forma rápida, diminuindo o intervalo entre uma fornada e outra. Desde então, a capacidade de produção passou para um nível industrial: 400 pizzas por hora.

A crescente demanda fez com que as principais distribuidoras de GLP (gás liquefeito de petróleo) se adequassem ao cenário atual. Segundo Vicente Longatti, Gerente Nacional Comercial Empresarial da Copagaz – quinta maior distribuidora de GLP no Brasil – mudanças estratégicas foram necessárias. “Fornecemos consultoria para os estabelecimentos interessados em migrar para o GLP em todas as etapas do processo de substituição da lenha para o gás, além da instalação de tanques nos locais de consumo, que são abastecidos regularmente por caminhões-tanque, substituindo os botijões transportáveis”, afirmou.

O sistema a gás também beneficia o meio ambiente. Segundo estudo realizado por pesquisadores do IAG-USP, em colaboração com diversos grupos de pesquisa no Brasil e no exterior, há mais de 11 mil pizzarias só em São Paulo, a segunda cidade que mais consome pizza no mundo, atrás apenas de Nova York, nos Estados Unidos. Aproximadamente 80% desses estabelecimentos queimam lenha, principalmente eucalipto, para produzir cerca de 1 milhão de pizzas por dia. A quantidade média de lenha usada pelas pizzarias na cidade é de 48 toneladas por ano. Esse número perfaz um total de 7,5 hectares de floresta de eucalipto queimados por mês e 307,2 mil toneladas de madeira incinerada, concluiu a pesquisa.

Além disso, os fornos a gás são reguláveis, permitindo maior uniformidade no aquecimento, evitando que as pizzas queimem e padronizando a produção, não ocupam tanto espaço quanto a madeira, além de sujar menos o local de armazenamento, evitando possíveis contaminações, e não prejudicam o meio ambiente.

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